EDIÇÃO #1
🤥A real sobre IA roubando emprego de todo mundo.
👩💼Como você deveria começar toda a reunião com seu chefe.
🛠️O que você realmente precisa saber sobre as últimas ferramentas de IA
👀As curtinhas que você não pode deixar passar
Bora lá!
ITELIGÊNCIA ARTIFICIAL
🤖 A IA vai roubar seu emprego?
A pergunta errada dominando o debate certo.

Toda semana vejo uma nova manchete: "empresa X demite Y mil pessoas por causa da IA." E a pergunta que domina é sempre a mesma: a IA vai acabar com os empregos?
Essa pergunta me parece fundamentalmente equivocada. Ela nos faz olhar o futuro com ótica do passado, e toda vez que a humanidade fez isso diante de uma virada tecnológica, errou. Os teares automáticos iam acabar com os artesãos. O caixa eletrônico ia eliminar os bancários. A planilha ia matar a contabilidade. Em todos os casos, o ajuste foi doloroso e o resultado foi uma economia maior, com mais trabalho.
Isso tem uma lógica estrutural por trás. A demanda humana por produtos, serviços e experiências é praticamente ilimitada. Quando a tecnologia libera capacidade, o mercado inventa novas coisas para fazer com ela. Sempre foi assim.
Boa parte do que estamos vendo é AI washing
Uma pesquisa da Resume.org com mil gestores de RH mostrou que quase 60% admitiram enfatizar o papel da IA nos cortes porque soa melhor para acionistas do que admitir dificuldades financeiras. Só 9% disseram que a IA substituiu algum cargo de verdade. A Bloomberg Opinion analisou o padrão:
“Enquadrar cortes como "reestruturação por IA" agrada investidores. Admitir pressão de receita, não. As empresas perceberam isso.”
No longo prazo, acredito em expansão. No curto, vai doer
Minha leitura é que no longo prazo a IA vai expandir o mercado de trabalho. As empresas que vão ganhar são as que usarem IA para fazer coisas antes impossíveis, com equipes potencializadas. Jensen Huang disse numa entrevista recente com Jim Cramer: empresas com imaginação vão fazer mais com mais. As sem direção só enxergam corte. Sam Altman complementou numa conferência da BlackRock: não é pessimista no longo prazo, mas acha que os próximos anos vão ser um ajuste doloroso. Concordo com os dois.
O que já tem de positivo aparecendo
Uma pesquisa recente da Gusto mostrou que pequenas empresas usando IA ficaram mais produtivas e contrataram mais pessoas. O estudo da Anthropic com 81 mil usuários mostrou que os que mais relataram ganhos econômicos reais foram empreendedores, donos de pequenos negócios e profissionais com projetos paralelos. O custo marginal de começar um negócio nunca foi tão baixo e está caindo.
O futuro do trabalho vai ser diferente. Provavelmente maior. Mas o caminho até lá vai exigir adaptação real, e fingir que conseguimos prever com precisão como vai ser, para o bem ou para o mal, é a única certeza que podemos ter de que estamos errando.
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INFLUÊNCIA
🤩Os 30 segundos que definem sua influência

Outro dia estava ouvindo um podcast em que a Jessica Fain foi entrevistada. O tema era “A Arte da Influência”, algo cada vez mais valioso no mundo pós-IA. Entre vários insights bacanas, teve um que ela trouxe sobre como conduzir reuniões, especialmente com pessoas mais seniores, que chegam com a cabeça fragmentada, pensando em mil outras prioridades, e se desconectam rápido se você não for direto ao ponto. E existe uma forma muito prática de estruturar esse início pra garantir que todo mundo esteja alinhado e engajado desde o começo
Estamos aqui para falar sobre [tema principal]. Na última conversa, a gente parou em [ponto X]. Hoje, o objetivo é [resultado claro]. Vamos seguir assim: [breve explicação de como a reunião vai acontecer]. Tem algo que vocês gostariam de garantir que a gente cubra hoje?
A ideia é simples e poderosa: os primeiros 30–60 segundos determinam se você ganha ou perde a atenção da sala.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
👷A IA parou de responder e começou a trabalhar.
O que está por trás de todos os últimos lançamentos de ferramentas.
Por anos, usar IA significava abrir um chat, digitar uma pergunta e receber uma resposta. Você ainda fazia o trabalho. Isso acabou.
Essa diferença importa mais do que parece.
O que está acontecendo agora, de forma acelerada e simultânea em várias frentes, é uma migração da IA para dentro dos seus dispositivos. Agentes de IA pararam de ser software que você roda no navegador somente, e passaram a ter a capacidade de controlar o seu computador.
Todos os lançamentos mais relevantes recentes das principais ferramentas apontam para o mesmo lugar.
A Anthropic lançou o Cowork em janeiro, trazendo um agente que opera diretamente nos seus arquivos locais. O Manus, recentemente adquirido pela Meta, lançou seu app desktop com um recurso chamado "My Computer" que faz o agente trabalhar com arquivos e aplicativos diretamente no seu dispositivo. A Perplexity anunciou o "Personal Computer", um software que transforma um Mac mini num agente local rodando 24 horas, com acesso completo a arquivos e apps. O OpenClaw, projeto open source, acumulou mais de 200 mil estrelas no GitHub em semanas.
O que está por trás disso é simples: um agente que roda localmente como se estivessem sentado na sua cadeira e mexendo no seu computador com acesso ao contexto real da sua vida, seus arquivos, seu histórico, suas ferramentas. Ele consegue agir, fazer o que você pedir no seu computador, não só responder. E a interface para tudo isso pode ser o WhatsApp, o Telegram, ou qualquer mensageiro que você já usa. Você manda um zap pra ele e ele faz o powerpoint e Te avisa quando termina.
O custo de rodar IA caiu mais de 90% desde 2024. Hoje custa menos rodar um agente por um mês do que comprar um café. Isso explica a velocidade do movimento.
Apesar de eu recomendar fortemente sujar as mão com pelo menos uma dessas ferramentas, o mais importante é entender o que está acontecendo: estamos saindo do era da IA que conversa e entrando na era da IA que executa. Quem entende isso hoje vai reconhecer as oportunidades quando chegarem de forma mais acessível, e vão chegar rápido.
🔥Curtinhas e Poderosas!
The Duolingo Handbook:
A equipe da Duolingo acabou de publicar seu manual interno mostrando como eles constroem produto, contratam pessoas, testam ideias e criam uma marca. Veja aqui
30 anos de conselhos em 13 minutos (de um bílionario)
O investidor bilionário e fundador da Social Capital, Chamath Palihapitiya, condensa décadas construindo empresas e investindo em princípios aprendidos na prática sobre processo, humildade, opcionalidade e como evitar armadilhas como dívida e status. Veja aqui
Suco concentrado de boas práticas de retenção de cliente
Eu consumo absolutamente tudo que a Elena Verna Publica, atualmente como Head de growth do Lovable, já teve passagens pelo Dropbox, Miro, SurveyMonkey entre outras. Ela acabou de publicar um post sobre 5 novas táticas de retenção que ela vem testando. Veja aqui

